A agitação psicomotora pode aparecer como inquietação, movimentos repetitivos, dificuldade de ficar parado ou aumento da atividade motora. Entender o contexto é o que orienta o tratamento.
Se a agitação vier acompanhada de confusão mental, agressividade, risco de a pessoa se machucar ou machucar outras pessoas, febre, uso de substâncias ou alteração súbita do comportamento, procure atendimento de urgência ou ligue para o SAMU 192. Se houver pensamentos de se machucar, ligue também 188 (CVV, gratuito, 24 horas).
Movimentação constante, necessidade de levantar ou sensação de não conseguir relaxar.
Andar de um lado para o outro, gesticular em excesso ou fazer movimentos repetitivos.
Em alguns quadros, a inquietação vem acompanhada de irritabilidade, dificuldade de concentração ou comportamento impulsivo.
Falta de sono, dor persistente, ansiedade, medicamentos e outras condições podem influenciar o nível de agitação.
O tratamento depende de identificar o contexto clínico. A avaliação considera a história, os sintomas associados, os medicamentos em uso, o sono, a dor e as alterações de comportamento.
Ortopedista e traumatologista com pós-graduação em cannabis medicinal. Nesta área, avalia a relação da inquietação com dor e sono e o possível uso de canabidiol, sempre em conjunto com o psiquiatra ou o neurologista que acompanha o paciente.
Não necessariamente. É uma manifestação que pode ocorrer em diferentes situações e condições, por isso a causa precisa ser investigada.
Pode. A ansiedade pode estar associada a inquietação e aumento da atividade motora, mas outras causas também precisam ser consideradas.
Sim. Dor e desconforto dificultam o repouso e favorecem a inquietação, principalmente quando são persistentes.
Quando a agitação é nova, intensa, persistente, atrapalha o sono ou as atividades diárias, ou aparece junto com outras alterações importantes. Em situações de risco, procure urgência ou ligue 192.
O canabidiol ainda não tem eficácia comprovada no tratamento da agitação psicomotora; os estudos, inclusive em demência, são iniciais e inconclusivos. Ele não é tratamento de primeira escolha. Quando o uso é considerado, a avaliação é feita em conjunto com o psiquiatra, o neurologista ou o geriatra que acompanha o paciente.
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